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Quem Somos (2)
Porquê ser sócio da ASPL
Como surgiu esta Associação Sindical? 1- Os sindicatos não fazem nada! Está tudo cada vez pior!... R.: Como os restantes sindicatos, não temos poder decisório. A nossa tarefa é a de defender a qualidade do ensino e a dignificação da carreira docente, perante quem tem a tarefa de governar. Há muitas coisas que pioram, mas devemos pensar que, sem uma actividade sindical séria, estaria tudo muito pior! O que é necessário é colaborarmos, dando força ao sindicalismo sério! 2- Há tantos sindicatos! Há sindicatos a mais! Havia de haver só um. R.: É uma total utopia pretender a existência de um único sindicato de professores, dada a heterogeneidade da classe docente, com tantas opiniões e tão contraditórias sobre o ensino! Se houvesse apenas um sindicato, apenas uma das opiniões seria reivindicada, ignorando todas as outras, o que seria acentuado pela ausência de concorrência sindical. O pluralismo ficaria comprometido. Ora, a ideia de que devia existir apenas um sindicato ou de que só um sindicato devia ser tido em conta é uma ideia totalitarista, difundida por quem depende de determinada corrente político-partidária. 3- Havia de haver só dois sindicatos: um de Esquerda e um de Direita. R.: Totalmente errado, em nosso entender! O primeiro e mais elementar princípio de um sindicato sério é a independência político-partidária. É escandaloso alguém aproveitar-se de um sindicato para se promover politicamente, à custa do dinheiro dos sócios! Um sindicato sério não pode ser uma filial de um partido político. 4- Os sindicatos deviam fazer cair o Governo! - Dizem alguns da Oposição. R.: O nosso sindicato não é nenhuma extensão dos Órgãos de Soberania nem dos partidos políticos, nem queremos que seja. Não queremos, de modo nenhum, que os partidos políticos tratem o nosso sindicato como opositor ou como apoiante. Imaginemos o que seria conseguirmos ser atendidos ou não, conforme as cores políticas; reivindicar ou não, conforme o(s) partido(s) do Governo!... Connosco, tal diferença de tratamento não pode existir. Para apoiar ou contestar partidariamente, as pessoas devem procurar os partidos políticos, não o nosso sindicato. 5- Não tenho dinheiro!... R.: A nossa quota é mensal e acessível e igual para todos os docentes integrados na
carreira: 0,6% sobre o valor base/ilíquido mensal do índice mais baixo da
carreira (índice 167).
Para os docentes não integrados na carreira, 0,6% do seu vencimento
base/ilíquido mensal. 6- Comprei casa... etc. Tenho de pagar o empréstimo bancário... Tenho de cortar nas despesas! R.: Aí está uma boa oportunidade de fazer uso dos nossos protocolos com instituições bancárias! 7- Os sindicatos só servem para dar «tachos»! Não vou gastar o meu dinheiro com eles! R.: O nosso sindicato não tem vícios e espera nunca os ter! Como se rege por critérios de seriedade e tem como princípio fundamental a independência política, económica e religiosa, os nossos dirigentes não se podem aproveitar dele para se promoverem nestes domínios. E quem não contribui para reivindicar a melhoria do ensino e a dignificação da classe docente não tem autoridade moral para criticar negativamente, nem para criticar o que se faz para melhorar ou piorar; além de que só deve esperar ser dirigente sindical (com as respectivas vantagens e desvantagens) quem for filiado! 8- Seria melhor haver uma Ordem dos Professores. As profissões que têm uma ordem conseguem tudo e nós não conseguimos nada. R.: Uma Ordem dos Professores não é incompatível com a existência de sindicatos, nem devemos pensar que só teria vantagens, sem nenhum compromisso nem nenhuma exigência da nossa parte. Conseguem mais os que são mais unidos, mais selectivos no ingresso na profissão e mais poderosos socialmente e economicamente. Ora, há tantas maneiras de chegar a ser docente, há tantas posturas perante o processo de ensino / aprendizagem, há tanta instabilidade, há tantas pessoas formadas mas que não conseguem emprego... que daqui resulta uma grande parte dos problemas da classe docente. Para sermos realistas, temos de usar os meios de que dispomos. 9- Quando eu precisar de ajuda, contrato um advogado! R.: É muito mais fácil e rápido contar com o apoio jurídico gratuito dos nossos advogados, e com a vantagem de tratarem directamente de assuntos relativos à classe docente. 10- Já fui do sindicato N., mas saí, porque não me resolveram o(s) meu(s) problema(s). R.: Um sindicato não consegue resolver todos os problemas, mas nunca se deve desanimar. Agora, será uma boa ideia experimentar ser da ASPL. 11- Vocês não têm delegação perto daqui. Se eu precisar de resolver algum problema, não tenho aonde ir!... R.: Só podemos abrir delegações onde tivermos sócios suficientes para poder abri-la. Abrir uma delegação perto daqui será possível com o contributo da sua filiação. Seria óptimo abrirmos delegações em todos os concelhos; mas também temos de assumir que estamos na época da «aldeia global», em que quase tudo se resolve com as novas tecnologias. 12- «Professores Licenciados»?! Isso é elitismo! Então, e os outros? R.: Nós pretendemos a valorização da classe docente, por exemplo através da melhoria das qualificações dos docentes. Defendemos, porém, todos os professores, independentemente dos seus graus académicos e pugnamos para que todos sejam, no mínimo, licenciados, por processos de qualidade e de credibilade. É nossa profunda convicção que o ensino tem de melhorar, reforçando a qualidade e nunca pactuando com a crescente mediocridade do sistema. 13- O sistema de ensino está cada vez pior e não vale a pena «navegar contra a maré»! Quem tenta «navegar contra a maré» é que fica mal! R.: Se, ao longo dos séculos, todas as pessoas pensassem assim, ainda hoje viveríamos na Pré-História! A união pela melhoria do ensino tem de partir de cada um de nós. Enquanto não fizermos a nossa parte, não esperemos que os outros façam a deles
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